quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Verde é de menino

Nem é de menino!
Uma criança, que devia ter seus três anos de idade arrebentou sua chinelinha rosa, enquanto o pai fazia compras pelo mercado. Com a situação, ele foi com ela escolher outra, para a menina não ficar descalça.
Mostrou a de princesa, a da pucca, a rosinha de novo.
A menina respondia:
- Não, não, não! - com aquele jeitinho fofo de criança.
Não quis nenhuma. O pai começou a insistir e argumentar com a menina.
Ela andou até a prateleira e pegou uma chinelinha verde, que tinha alguns detalhes.
- Não filha, essa é de menino, vamos ficar com a rosinha.
- Não é de menino não! - e foi colocando no pé.
- Verde é de menino.
Ela que nem se importava com essas convenções, saiu andando com a chinela rumo as prateleiras de biscoitos. E com esse feminismo natural na menina, o pai levou a chinelinha verde.
Tem criança que nasce com opinião, né?

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Por quê?

Comércio é interessante, porque você ouve opiniões de todo tipo de pessoas. E os pontos de vista são muitas vezes engraçados, porque são distantes da nossa realidade.
Hoje, um moço entrou, pegou um abridor e perguntou para mim:
- Por que não fabricam abridor para canhotos?
(duuuuuuvido que você já pensou isso, caro leitor!)
O menino que empacotava falou que era então mais negócio abrir com uma faca. Mas por fim, ele levou o abridor que tinha mesmo. (o destro).

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Esperta -sqn

Fim da tarde, eu costumo assistir a reprise do programa Mais Você, que passa no canal Viva.
E então um homem entrou para comprar um refrigerante e quando chegou ao caixa me diz:
- Esperta essa Ana Maria Braga, né?
- oO (minha reação) !
- Ela pinta o cabelo de preto e o loiro por cima, para as pessoas não pensarem que ela tem raíz branca.  (...) Ela é velha, ela tem raíz branca!
Eu que nunca tinha pensado nisso, concordei e rindo ele se foi.
Como eu não tenho cabelo branco, eu não penso em cabelos brancos. Mas achei engraçado a observação vinda de um homem.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

domingo, 30 de junho de 2013

Caos



Gosto muito de seriados e acompanhando o estilo de vida de outros locais, venho refletindo que a educação também tem muito a ver com o silêncio.
Não educação de escola, mas de bons modos mesmo.
A gente valoriza o silêncio, quando vive na poluição das palavras. E é assim que eu estou. (rabugenta).

E a cada pessoa que chega ao caixa, vem também uma conversa que tenta ser amistosa.
Um simples comentário reflete tanto sobre o universo alheio...

Quase ninguém comenta mais sobre o tempo, exceto os idosos.
Sem ter o mínimo interesse fico sabendo que um mercado do outro bairro vai fechar, que o comerciante da esquina está sendo traído, sobre pessoas que pegaram prejuízo no Telexfree, resultados de esporte, sobre a poeira das "Ruas do Povo" que tá parada, sobre a criação dos filhos dos vizinhos.... e são tantas reclamações!
Também ouço muito sobre doenças: A senhorinha da frente tem pressão alta nos olhos. Por um momento, acho curioso, porque esse tipo de detalhamento não ouvíamos há um tempo, são evoluções. Mas, na maioria das vezes, parece apenas penoso mesmo.

E assim estão indo os dias: Em Caos!!


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Tá caro, hein?

O interessante do comércio é que parece que a economia é um assunto realmente complexo.
E se o feijão subiu, os ovos, o iogurte, enfim -  A culpa é sua!!
- "Tá caro o seu leite, hein?!" - reclamam com frequência.
Na verdade, tantos produtos estão mais caros... As pessoas vão percebendo aos poucos. E cada vez é um espanto.
E não adianta comentar um telejornal sobre inflação, ou alguma atualidade, porque a culpa continua sendo minha!
Mas ontem tentei falar que não é que o dólar tá alto, mas foi o real que desvalorizou - Pronto, o cliente com seus poucos argumentos brigava como se eu tivesse estapeado a pobre Dilma.
Então, debates econômicos estão saindo da minha pauta, porque né.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Honestidade infantil

Uma criança chega com suas moedas três moedas de cinco centavos e diz: bombom!
Entrego.
Ele se esquece do mundo durante os segundo em que descasca uma delas, atenta a cada estalo da embalagem. Pega o primeiro doce se contagiando de uma alegria que só reconhecemos mesmo na infância dos outros.
Ao chegar na porta dá um estalo:
- Eu paguei pra ti os bombons né? - pergunta sério, com a testa franzida.
Balanço a cabeça afirmadamente.
Sorri e sai saltitando.
                                                                        *   *   *

A inocência e honestidade de uma criança com seus 15 centavos: era tudo o que tinha e comprava tudo o que queria.